quarta-feira, 21 de abril de 2010

MEC: Obras só chegarão a municípios comprometidos com o seu uso.

Por: Cláudio Rogério - Editor Geral do Blog do Fontenelle.
Secretarias estaduais e municipais de educação só receberão as obras didáticas para estudantes da rede pública, a partir de 2011, se assinarem o termo de adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). O documento já está sendo encaminhado via correios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e deve ser devolvido, devidamente assinado pelos gestores, até 31 de maio.
“A obrigatoriedade da adesão muda as regras de distribuição dos livros didáticos às escolas”, explica a coordenadora geral dos programas do livro, Sonia Schwartz. “Até agora, todas recebiam o material, exceto as que se manifestassem em contrário”. De acordo com a coordenadora, havia municípios que recebiam gratuitamente os livros do governo federal e não os utilizavam.
Novas disciplinas – Programa federal que seleciona, compra e distribui gratuitamente obras didáticas para estudantes da educação básica da rede pública, o PNLD entregou cerca de 114,8 milhões de exemplares de língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências, química, física e biologia para serem usados durante o ano letivo de 2010.
No final deste ano, o FNDE passará a distribuir, também, obras de língua estrangeira (inglês ou espanhol) para serem utilizadas pelos alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental a partir de 2011. Já os estudantes do ensino médio receberão livros de língua estrangeira, sociologia e filosofia para uso no ano letivo de 2012. 

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fazendeiro Bida é condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato de Dorothy Stang.


O Conselho de Sentença da 2ª Vara Penal da Comarca de Belém condenou Vitalmiro Moura, o Bida, a 30 anos de prisão por ter sido o mandante da morte da missionária Dorothy Stang em fevereiro de 2005. 
Vitalmiro teve a pena agravada pelo fato da vítima ser pessoa idosa, conforme o artigo 61, inciso II, alínea h do Código Penal Brasileiro. A tese defendida pela acusação foi de homicídio duplamente qualificado, praticado com promessa de recompensa, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima.
Foi a terceira vez que Vitalmiro foi submetido a júri pela referida acusação. Na primeira foi condenado e na segunda, absolvido, mas o Tribunal anulou a sentença em julgamento de recurso de apelação movido pelo Ministério Público. O quinto e último réu no processo, Regivaldo Galvão, será julgado em sessão marcada para o dia 30 de abril deste ano.
Morte da missionária
O crime ocorreu em 12 de fevereiro de 2005 em Anapu (PA). Por volta das 7h30, a missionária Dorothy Stang seguia para uma reunião com colonos na cidade de  Anapu, no Pará. No caminho, encontrou Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista, os quais, conforme o Ministério Público, aguardavam a passagem da vítima.
Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, disparados por Rayfran, réu confesso. Segundo o Tribunal de Justiça, Clodoaldo atuou como facilitador para a ação de Rayfran, distraindo a vítima.
O crime teria sido encomendado a um valor de R$ 50 mil, sendo Rayfran e Clodoaldo denunciados como executores, Amair Feijoli da Cunha como intermediador, e os fazendeiros Vitalmiro Bastos de Moura (Bida) e Regivaldo Pereira Galvão como mandantes.
Até agora, foram condenados Rayfran das Neves, que cumpre pena de 28 anos de prisão, Clodoaldo Batista, condenado a 17 anos, e Amair Feijoli, a 18 anos
Ela morava havia mais de 20 anos na região, ajudando agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiras ilegais.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Grupo Experimental de Teatro Aldeato encena a morte de Cristo em Belém.

De todos os obstáculos que Jesus Cristo teve que enfrentar, lidar com a rotina de caminhoneiro definitivamente não foi um deles. Mas manter a principal fonte de renda da família, composta de mulher e quatro filhos, é a maior preocupação de Carlos Oliveira, ator que interpreta o papel do Messias no espetáculo “Paixão de Cristo em Canudos”, do Grupo Experimental de Teatro Aldeato, realizado pela Comunidade de Santo Agostinho da Aldeia.

Conhecido como “Jesus do Pará”, Carlos interpreta este papel há 13 anos. “A Paixão de Cristo já é cultura minha. Virou tradição”, diz ele. Nos três meses que antecedem a estreia do espetáculo, Carlos precisa se dedicar a ensaios diários. Nesse período, quem assume o volante da carreta é o seu irmão.

“Paixão de Cristo em Canudos” reúne 350 moradores, que ajudam a manter viva uma tradição que este ano completa 25 anos. O espetáculo, conta o diretor geral Aluízio Freitas, foi criado na Paróquia de Queluz. Começou com 13 atores, que se revezavam entre os papeis.

“Era tudo muito improvisado, não tínhamos nada, só uns panos velhos e um cenário de papelão”, diz Aluízio, que no começo interpretava Jesus. Em 1996 ele criou o grupo Aldeato, na tentativa de fazer uma adaptação digna da história que queria contar. E apesar de não se restringir às montagens religiosas, o grupo tem em “Paixão de Cristo em Canudos” sua produção mais importante.

Com 20 atores fixo, o grupo recebe nesta época do ano mais 80 atores, todos voluntários. O que começou com doações da comunidade, hoje custa R$ 15 mil reais, recurso obtido através das leis de incentivo estadual e municipal.

Para que sejam ouvidos pelo público, os atores gravam antes suas falas e fazem dublagem no palco. O resultado não é plenamente satisfatório, mas compreensível devido às distâncias percorridas (veja quadro).

Com o passar dos anos, Jesus Cristo é superstar

A encenação da Paixão de Cristo faz parte da liturgia cristã desde o século IV, mas ganhou popularidade durante a Idade Média. Conta a história da prisão, julgamento, sofrimento e morte de Jesus Cristo. Desde o início, as dramatizações fizeram um retrato detalhista das escrituras. Mas isso tem mudado com o passar dos anos.

Para Aluízio Freitas, manter-se fiel aos texto bíblicos oficiais é crucial, do ponto de vista religioso, mas em se tratando de entretenimento, nem tudo é sagrado. “O respeito à fé das pessoas é essencial. Para eles não é apenas uma peça, é um texto sagrado. Mas isso não impede que a Paixão sofra algumas pequenas mudanças no texto original”, diz ele.

Uma das cenas introduzidas pelo grupo mostra Jesus no Monte das Oliveiras, sendo tentado por Satanás, em forma de mulher. Quem interpreta o demônio de saias é a jovem atriz Cláudia Pacheco, que com um longo vestido vermelho, dança e acaricia Jesus de uma forma erótica, numa tentativa mal-sucedida de desvirtuá-lo de seu caminho.

“Não vejo problema nenhum em adicionar algo de novo. Essas cenas funcionam porque revitalizam o texto. A aceitação do público é boa, desperta um novo interesse e acrescenta algo de original à peça”, diz ela.

Já a Primeira Igreja Batista do Pará está organizando o projeto “Morreu por Mim”, que irá acrescentar à Paixão de Cristo teatro, coreografias e músicas cantadas por um coral.

“Temos uma visão moderna e progressista em relação à religião”, diz o pastor Vítor de Sá, incentivador do projeto. “Queremos que a nossa versão seja uma experiência artística completa, que todos gostem de ver, independentemente da religião”.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Quem fica calado também é culpado". Ligue 100 ou 181 e denuncie!


O abuso e/ou exploração sexual de crianças e adolescentes é um crime que violenta toda uma existência, pois deixa marcas permanentes nas vítimas. É uma situação em que a criança e/ou adolescente podem ser usados por seus agressores para práticas sexuais diversas, incluindo-se aí, também, a prostituição.
Pode ocorrer de várias formas: palavras, telefonemas e recados obscenos, exibicionismo, voyeurismo e abuso virtual (internet), sexo anal, oral, vaginal, carícias, masturbação, tentativa de relações sexuais, aliciamento para a prostituição.
O abusador, na grande maioria das vezes, é um parente ou, pelo menos, pessoa próxima da vítima, que ela conhece e confia, o que dificulta, bastante, que seja denunciado e punido. De cada dez casos de abuso sexual, oito acontecem dentro de casa, no meio familiar. Mas o agressor pode estar, também, na escola, na casa do amiguinho ou do vizinho. Pode ser tanto um adulto como um adolescente.
Seja lá quem for, não se cale; denuncie. Não permita que seu silêncio prolongue o sofrimento e agrave ainda mais o futuro de uma criança.
Pedofilia é um desvio de personalidade, uma perversão, onde o adulto sente atração sexual por crianças e adolescentes. O pedófilo é uma pessoa aparentemente normal. Vive em sociedade e costuma ser alguém acima de qualquer suspeita.
Como se proteger desse crime?
Mantenha-se informado sobre as condições que favorecem
situações de abuso e exploração
Tenha mais tempo para seus filhos, procure ouvi-los e acreditar neles
Saiba com quem seus filhos andam, brincam, passam seus momentos de lazer, quem são seus colegas e os pais deles
Informe-se sobre a pessoa que cuida dos seus filhos
Ensine seu filho a dizer não
Explique ao seu filho a diferença entre o bom toque e o mau toque
Fique atento para esses sintomas
Ansiedade
Tristeza
Comportamento sexual explícito
Baixa autoestima
Distúrbios no sono
Distúrbios na alimentação
Distúrbios no aprendizado
Urinar durante o sono
Agressividade
Comportamento infantil
Comportamento tenso em "estado de alerta"
Falta de confiança no adulto
Relutância em voltar para casa
Ideias e tentativa de suicídio
Autoflagelação
Fuga de casa
Hiperatividade
Comportamento rebelde
Medo
Depressão
Doenças sexualmente transmissíveis
Seja lá quem for, não se cale, denuncie!
Seu silêncio prolonga o sofrimento e compromete o futuro de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual.
Onde denunciar:
Conselho tutelar do seu bairro
Delegacias de Polícia
Pró-Paz
Disque 100 ou 181

Pró-Paz Integrado
Rua Bernal do Couto S/N
Fone: 4009 2268 / 4009 2366 / 3241 5058
brigadeirofontenelle@hotmail.com
Rua São Domingos, s/n° - Terra Firme Belém - Pará